A delegacia de Homicídios da Capital apreendeu dois fuzis de policiais militares envolvidos em uma ocorrência que terminou com a morte de Marcelo Guimarães, de 38 anos.

As armas, de calibre 7,62, serão confrontadas com a munição do cartucho encontrado no local. Uma irmã de Marcelo alegou ter encontrado um cartucho do mesmo calibre próximo do corpo dele.

O enterro de Marcelo Guimarães, de 38 anos, acontecerá no cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, nesta terça-feira (5).

A família acusa os policiais militares de terem efetuado os disparos de dentro do veículo blindado que estava em uma das vias próximas à comunidade.

Em nota, a PM alega que os policiais atiraram após terem sido alvejados por bandidos armados, fato negado pela família.

Em depoimento na DH, um dos policiais confessou que atirou de dentro do blindado porque queria dar cobertura para que outro policial, do lado de fora, conseguisse se abrigar dentro do veículo.

Angélica, mãe da vítima, conta que Marcelo matriculou o filho de 5 anos há dois dias no colégio e que foi levá-lo para o primeiro dia de aula. Na volta, foi assassinado.

 

"Meu filho tava indo trabalhar. Eles atiraram à queima-roupa, uma ruindade tremenda. Não pararam pra perguntar se era bandido. Um único tiro. Não perguntaram pra perguntar se era bandido, não investigaram", relata.

 

Segundo ela, os policiais não chegaram sequer a abordá-lo.

 

"E matam e ficam rindo. Porque tinham policiais aqui (no local do crime) rindo. Eu só quero uma coisa: que dessa vez a Justiça seja feita. Isso não pode continuar assim, eles assassinando vidas."